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Pela anulação da Reforma Trabalhista, movimento sindical e social promove protesto em Aracaju

13/11/2017

Escrito por: Iracema Corso


O movimento sindical e social organizado na Frente Brasil Popular tomou as principais avenidas em todo o Brasil na última sexta-feira, dia 10/11. Em Sergipe, desde as primeiras horas foram montadas barricadas em várias estradas e rodovias que dão acesso aos estados. À tarde, uma multidão de manifestantes se concentrou na Praça do Mini Golfe ao lado da OAB, de onde partiu em caminhada até a praça General Valadão no Centro de Aracaju.

 

SINDOMÉSTICO, SINTESE, SINERGIA, SINDIJUS, SINTEL, STASE, FETAM, SINDIPEMA, SINDTIC/SE, SINDISAN e SINDIJOR, foram algumas das várias entidades representativas dos trabalhadores que se fizeram presentes no grande ato contra a Reforma Trabalhista.

 

O dia 11 de novembro é a data prevista para que a Reforma Trabalhista entre em vigor. Presidente do SINDIPEMA, Adelmo Santos repudiou o retrocesso e a perseguição aos servidores. “Amanhã, infelizmente é o começo do massacre da classe trabalhadora, além da CLT ser rasgada e pisoteada, vamos dizer não ao governo golpista, não ao governo estadual e ao governo de Edvaldo Nogueira que está hoje massacrando todos os servidores do município”, denunciou.

 

Diretor do SINDISAN, Sérgio Passos alertou que o momento é difícil e exige união, pois os ataques não irão cessar. “É hora de organizarmos a classe trabalhadora, unir trabalhadores do campo e da cidade. Unidos, os trabalhadores precisam se mobilizar para derrubar este governo golpista de Michel Temer que representa os grandes empresários da Fiesp, das multinacionais... Muitas destas multinacionais hoje estão de olho em nossa água, que é a nossa maior riqueza. O Brasil é dono da maior reserva de água doce do planeta, não podemos deixar que esta nossa grande riqueza seja entregue às multinacionais”.

 

Presidente do SINTESE, Ivonete Cruz e mais de 2 mil professores que participavam do 16º Congresso do SINTESE impulsionaram a caminhada aumentando o protesto do Dia Nacional de Mobilização. “Mais uma vez as centrais sindicais constroem um grande ato de luta e resistência contra o governo golpista, usurpador, que não foi eleito, que não nos representa e que vem, através de um Congresso cheio de picaretas, destruindo os direitos da classe trabalhadora. Companheiros, vamos continuar nas ruas, na resistência, fazendo o bom combate. E vamos mudar o rumo dessa história. Está nas nossas mãos, está nas mãos dos trabalhadores deste país! Fora temer! Fora golpistas!”.

 

DENUNCIANDO GOLPISTAS – “Capacho de Temer. Exterminador dos Direitos do Povo. Inimigo do Trabalhador”, estas eram as frases que ilustravam cartazes com as fotos de André Moura, Valadares Filho e Laércio Oliveira, coladas por manifestantes do Levante Popular da Juventude em frente à antiga Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SE).

 

Presidente da CUT/Se, o professor Rubens Marque avaliou que a pressão que o movimento social e sindical travou o ano inteiro surtiu efeito positivo na luta social. “Há quem diga que os atos e protestos não geram nenhum resultado. Tanto geraram resultado que a Reforma da Previdência não entrou na pauta do Congresso Nacional e nem vai entrar. A nossa luta agora é pela revogação da reforma trabalhista”.

 

Em frente às Lojas Americanas e Ricardo Eletro, o vice-presidente da CUT/SE se dirigiu aos trabalhadores. “Estamos nas ruas porque os trabalhadores também se organizam. Os burgueses, donos dessas franquias, dessas grifes empresariais, eles se organizam na Fiesp e na Fecomercio, eles não pensam em nada que seja bom para os trabalhadores. Os números já mostram para quem está servindo este golpe: para os milionários do Brasil que do ano passado para cá viraram bilionários. E não é por acaso que o dono das Lojas Americanas é outro apoiador do governo  golpista de Temer. Enquanto isso, para os trabalhadores: destruição de direitos. O Brasil que já tinha saído do Mapa da Fome da ONU em 2015, no governo que aí estava, do PT, agora sabemos que está previsto que terá até o final do ano mais de 3 milhões e 600 miseráveis, são brasileiros que estão voltando para o estado de miséria”, denunciou.

 

Ex-dirigente da CUT/SE, a deputada estadual e professora Ana Lúcia (PT) participou do protesto. “Se nós não revolucionarmos a nós mesmos, nas nossas atitudes, formas de agir e de viver, tudo será retórica. O SINTESE está dando uma grande contribuição nesta luta com o seu 16º Congresso. E todos nós temos a missão de educar a população para ter coragem de resistir e lutar”. 

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