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SINTESE apresenta diagnóstico de principais problemas da educação ao novo secretário e cobra retomada da carreira do magistério

11/04/2018

O novo secretário de estado da Educação, professor Josué dos Passos Modesto Sobrinho, recebeu em audiência, nesta quarta-feira, 11, a comissão de negociação do SINTESE para um primeiro diálogo

Escrito por: Luana Capistrano - Ascom/SINTESE

 
Nesta audiência os dirigentes do SINTESE entregaram ao secretário um estudo intitulado “Diagnóstico dos principais problemas educacionais da Secretaria de Estado da Educação – SEED”, realizado por esta entidade sindical, no qual mostra a profunda crise instalada na rede estadual de ensino, durante o Governo Jackson Barreto.
 
Entre os principais problemas estão: a destruição da carreira do magistério; a implantação impositiva do modelo excludente de Ensino Médio em Tempo Integral e a severa queda no número de matrículas na rede estadual de ensino com a consequente queda de receita.
 
Pauta de reivindicações
 
O SINTESE apontou ao Secretário da educação, Josué dos Passos Modesto Sobrinho, a necessidade de construir uma proposta de retomado de carreira do magistério. A carreira dos professores e professoras da rede estadual foi destruída durante o governo de Jackson Barreto. Para ter uma ideia da gravidade do problema, atualmente um professor que tem formação em nível médio tem o mesmo vencimento básico que um professor que tem título de mestrado: R$ 2.445,35.
 
“Esperamos que a gestão do professor Josué Modesto Sobrinho, possa juntamente como Governo do Estado, a Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) construir o mais rápido possível uma ação efetiva para a retomada da carreira do magistério da rede estadual de Sergipe. É importante ter em vista que um Projeto de Lei, que busque recuperar a carreira do magistério público estadual, deve ser apresentando, votado e sancionado na Assembleia Legislativa até o dia 30 de junho, para cumprir com as normas previstas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, lembra o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.
 
Os dirigentes do SINTESE solicitaram também que fosse criada uma comissão paritária, com a participação de representantes do SINTESE, para rever e reelaborar a política educacional de implantação do Ensino Médio de Tempo Integral.
 
“O que temos hoje é um modelo de Ensino Médio em Tempo Integral que foi implantado na rede de forma impositiva, sem diálogo, sem qualquer diagnóstico junto às unidades de ensino e as comunidades escolares. Um modelo que exclui estudantes do ensino fundamental, do ensino médio convencional e do ensino noturno, e que exclui também professores e professoras que acabam ficando sem lotação quando suas escolas são transformadas em Centros Experimentais de Ensino Médio em Tempo Integral. O SINTESE mais uma vez aproveita a oportunidade para reafirmar que não é contra ao ensino em tempo integral. Somos contra a este modelo excludente e ao método que foi utilizado pela SEED para a sua implantação”, explica a diretora do departamento de base estadual, professoras Leila Moraes.
 
Diante da drástica queda do número de matrículas da rede estadual de ensino (46,11% nos últimos 10 anos, de acordo com o IBGE), o SINTESE propôs que a Secretaria de Estado da Educação construa uma política estruturada de Chamada Pública e de Busca Ativa para que haja a ampliação no número de estudantes matriculados nas unidades de ensino da rede estadual. A ampliação do número de matrículas significa o aumento das receitas: quanto mais estudantes matriculados na rede estadual mais verbas a educação de Sergipe irá receber.
 
“Com mais estudantes em sala de aula teremos mais recursos para reforma de escolas, para a compra de material didático e para a valorização dos professores e professoras. A ampliação de matrícula e de receita é parte fundamental para a reconstrução da carreira do magistério. O governo Jackson Barreto deixou esta herança maldita ao negar por cinco anos o reajustou o piso salarial a professores e professoras da rede estadual. Por isso, é necessário assegurar a retomada da carreira para que os professores efetivamente sejam valorizados”, coloca a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.
 
A deputada estadual, professoras Ana Lúcia, também esteve presente na audiência com o novo secretário de estado da Educação.
 
Assembleia Geral
 
A presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz, solicitou ao Secretário da educação, Josué dos Passos Modesto Sobrinho, que fosse marcada uma nova audiência para que o Secretário e sua equipe de gestão possam apresentar propostas e encaminhamentos a partir do documento “Diagnóstico dos principais problemas educacionais da Secretaria de Estado da Educação – SEED”, elaborado pelo SINTESE.
 
Ivonete Cruz pediu para que a nova audiência ocorra antes do dia 25 de abril, data em que o SINTESE realiza Assembleia Geral com os professores e professoras filiados da rede estadual e das redes municipais.
 
A assembleia do dia 25 de abril está marca para as 15h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em Aracaju.
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