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Mobilização e luta: professores e professoras da rede estadual paralisam atividade no dia 9 de maio

04/05/2018

Escrito por: Luana Capistrano

 

Professores e professoras da rede estadual de ensino irão paralisar suas atividades por um dia, na próxima quarta-feira, 9, e farão ato, a partir das 8h, em frente ao Palácio de Despachos, em Aracaju. A paralisação foi deliberada pelos professores e professoras na última assembleia da categoria, ocorrida no dia 25 de maio.

 

O Governo do estado tem dedicado ao magistério sergipano, nos últimos anos, uma política de retirada de direitos, de desvalorização, de atraso e parcelamento de salários. O cenário de descaso e de falta de compromisso tem se refletido na educação como um todo.


A adoção de um modelo de Ensino Médio de Tempo Integral excludente, por parte da Secretaria de Estado da Educação (SEED), agrava, e se assim continuar, irá agravar mais ainda, o problemático quadro de queda de matrícula na rede estadual de ensino. A queda de matrícula significa a redução de recursos para a educação de Sergipe e o consequente desmonte da rede.


“Vivemos um cenário de caos. Temos uma categoria desvalorizada e empobrecida, professores aposentados recebendo em atraso e uma rede de ensino sendo desmontada. Diante disso, conclamamos todos os professores e professoras, da ativa e aposentados, da rede estadual de ensino de Sergipe, a se inserir na luta, a paralisar no dia 9 de maio e tomar a frente do Palácio de Despacho. O governador Belivaldo Chagas tem amplo conhecimento da situação do magistério da rede estadual, então não podemos aceitar que a situação dos professores e professoras e da educação sejam colocadas para escanteio. Vamos à luta companheirada”, convoca a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

 

Pauta de Luta

Professores e professoras, da ativa e aposentados, amargam cinco anos (2012, 2015, 2016, 2017 e 2018) sem reajuste do piso salarial. Esta situação gerou a destruição da carreira do magistério, em um cenário tão grave que hoje um professor que tem formação em nível médio recebe o mesmo vencimento básico que um professor que tem título de mestrado: R$ 2.445,35.


É sempre importante salientar que conceder o reajuste do piso salarial ao magistério não é um favor ou benevolência por parte do governante. O reajuste salarial anual dos professores e professoras da rede pública é Lei (Lei Nacional 11.738/2008). A Lei é extremamente clara ao colocar que professores e professoras da educação básica, da rede pública de todo Brasil, devem ter seus salários reajustas anualmente, sempre no mês de janeiro.

 

Neste contexto, professoras e professores aposentados sofrem duplamente. Além de estarem a cinco anos sem receber o reajuste do piso, os professores e professoras aposentados de Sergipe sofrem, desde 2015, com o constante atraso de seus salários. Ao longo deste período, por várias vezes, o Governo do Estado, não satisfeito em atrasar, ainda parcelou o pagamento dos salários dos aposentados e aposentadas em duas vezes.

 

“Nossa vida se transformou em um caos. Antes éramos os primeiros a receber. Agora nunca sabemos ao certo o dia que o salário estará em nossas contas. São contas que atrasam, são remédios que deixam de ser comparados, são compromissos desfeitos. Nós, aposentadas e aposentados, contribuímos, dedicamos o nosso trabalho por mais de 30 anos ao estado de Sergipe, para depois de tudo sermos tratados com tanto descaso, é simplesmente vergonhoso. Por isso, chamamos todos os professores e professoras aposentados para estarmos juntos no ato do dia 9 de maio, no Palácio de Despachos. Vamos mostrar para o governador Belivado Chagas que nos mantemos firmes na luta e que não vamos aceitar nenhum direito a menos”, convoca a diretora do departamento de aposentados do SINTESE, professora Maria Luci Santos.

 

Ensino Médio em Tempo Integral

Está também inserida na pauta de luta do magistério de Sergipe a urgente criação de uma comissão paritária, com a participação de representantes do SINTESE, para rever e reelaborar a política educacional de implantação do Ensino Médio de Tempo Integral. Em audiência com o novo secretário de estado da educação, Josué dos Passos Modesto Sobrinho, dirigentes do SINTESE já colocaram a necessidade da criação desta comissão e estão aguardando uma resposta por parte da SEED.

 

Como sempre tem colocado, o SINTESE não é contra ao Ensino em Tempo Integral, mas sim ao modelo adotado pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), que promove a desorganização da rede, a devolução de professores e professoras as Diretorias de Educação e o fechamento de turmas e turnos.

 

“O que temos hoje é um modelo de Ensino Médio em Tempo Integral que foi implantado na rede de forma impositiva, sem diálogo, sem qualquer diagnóstico junto às unidades de ensino e as comunidades escolares. Um modelo que exclui estudantes do ensino fundamental, do ensino médio convencional e do ensino noturno, e que exclui também professores e professoras que acabam ficando sem lotação quando suas escolas são transformadas em Centros Experimentais de Ensino Médio em Tempo Integral. O SINTESE mais uma vez aproveita a oportunidade para reafirmar que não é contra ao ensino em tempo integral. Somos contra a este modelo excludente e ao método que foi utilizado pela SEED para a sua implantação”, explica a diretora do departamento de base estadual, professoras Leila Moraes.

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