| 29 Julho 2010
A Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE), o Instituto Socioambiental Acauã, e o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor) convidam a sociedade e a imprensa sergipana para participarem de um debate sobre Energia Nuclear, na próxima sexta-feira, 30 de julho, às 19hrs, no auditório da CUT/SE. De acordo com o Antônio Góis, dirigente da Central, é de extrema relevância a sociedade, os movimentos sociais e a imprensa debaterem essa questão tão delicada e importante para o nosso futuro.
“A CUT/SE está abrindo espaço para a sociedade discutir sobre Energia Nuclear, e tomar ciência dos riscos da instalação de uma Usina Nuclear em Sergipe. A Energia Nuclear é cara, suja, altamente perigosa, ultrapassada e de resultados duvidosos, e os sergipanos precisam se mobilizar, já que nós é que seremos afetados com as conseqüências geradas por ela”, afirmou Góis.
Os debatedores convidados são Muriel Ruef, advogada especializada em Direito Ambiental na França, participante de várias ONGs na área ambiental e assessora de uma equipe de advogados do Greenpeace Francês; e Paulo Mário, Doutor em Ciências da Engenharia, coordenador da Rede Sergipe de Energias Renováveis, e professor de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Para Antônio Góis, o debate sobre Energia Nuclear é motivado pela preocupação da CUT/SE frente à sinalização positiva do Governo do Estado em instalar a Usina Nuclear em Sergipe. “O ex-secretário de Estado do Meio Ambiente, Márcio Macedo, já defendeu publicamente a instalação de uma Usina Nuclear em Sergipe. Isso é muito preocupante, até porque os próprios sergipanos, que serão os mais afetados, não estão sabendo, nem discutindo o assunto. Os inúmeros acidentes nucleares e o lixo produzido por essas usinas são prova indiscutível do profundo erro em se insistir na energia nuclear como alternativa”, finalizou Antônio Góis.
ENERGIA NUCLEAR X ENERGIA EÓLICA
O tema Energia Nuclear e as mudanças climáticas são duas questões que estão em destaque nas discussões no Brasil e no mundo. Uma alternativa para a energia nuclear é a energia eólica (dos ventos). Segundo o estudo publicado na Revista Brasileira do Ensino de Física, mais de 71 mil quilômetros quadrados do território nacional, em sua quase totalidade na costa dos estados do Nordeste, contam com velocidades de vento superiores a sete metros por segundo, que propiciam um potencial eólico da ordem de 272 terawatts-hora por ano (TWh/ano) de energia elétrica, um volume bastante expressivo, uma vez que o consumo nacional de energia elétrica é de 424 TWh/ano.
Esse estudo é de autoria de pesquisadores do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Para eles, é possível afirmar que apenas o potencial da energia dos ventos do Nordeste seria capaz de suprir quase dois terços de toda a demanda nacional por eletricidade. De acordo com o estudo, hoje, o índice de aproveitamento eólico na matriz energética brasileira não chega a 1%. A capacidade instalada aqui é muito pequena se comparada à dos países líderes em geração eólica. Atualmente, praticamente toda a energia renovável no Brasil é proveniente da geração de hidroeletricidade.
SERVIÇO
O quê: CUT/SE debate sobre Energia Nuclear
Quando: Sexta-feira, 30 de julho, às 19hrs
Onde: Auditório da CUT/SE, Rua Porto da Folha, n°1039









