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Central Única dos Trabalhadores

Sergipe participa do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra Imprimir PDF

Desde a quarta-feira, 01 de setembro, até a próxima terça-feira, 07, brasileiros e brasileiras de todo o país podem expressar sua opinião sobre a questão fundiária no Brasil. Durante os sete dias, acontece, em diversas cidades, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. Todos os cidadãos brasileiros estão convidados a responder “sim” ou “não” às seguintes perguntas: “Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho?" e "Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?".

Na ocasião, os interessados ainda podem firmar um abaixo-assinado em apoio à emenda constitucional para inserir o inciso V ao artigo 186 da Constituição Federal. Este inciso estabelece que, para cumprir a função social, garantir a democratização do acesso à terra e assegurar a soberania territorial e alimentar, a propriedade rural deverá ter um limite de 35 módulos fiscais.

Promovido pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), o Plebiscito tem o objetivo de chamar atenção da sociedade brasileira para a questão da concentração de terras no Brasil. Segundo informações de entidades que compõem o Fórum, o Brasil é o segundo país do mundo que mais concentra terras.

A participação do menor estado do Brasil
Em Sergipe, o Comitê Estadual do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra conta com a participação de diversas entidades pastorais, populares e sindicais, como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Sergipe (FETASE), a Central Única dos Trabalhadores do Estado de Sergipe (CUT Sergipe), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Urbanos (MOTU).

De acordo com o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe, Cristiano Cabral, o plebiscito traz a discussão para a sociedade de que não é possível viver em um país em que quem tem dinheiro pode comprar quantas terras quiser. “Limitar a propriedade de terra em nosso país significa uma medida importante para a democracia da nossa sociedade, pois potencializa a efetivação da reforma agrária. A concentração de terras contribui para a violência na área rural e para a expulsão de famílias do campo. A pequena propriedade familiar é a principal responsável pela produção de alimentos que vão para as mesas dos brasileiros e brasileiras, e é a que mais emprega pessoas no campo”, declarou Cabral.

Dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2006 revelam que 47,86% dos estabelecimentos agropecuários no Brasil têm menos de dez hectares e ocupam somente 2,36% da área. No entanto, por outro lado, 0,91% dos estabelecimentos têm mais de mil hectares e ocupam 44,42% das terras. Segundo informações do Fórum, a propriedade familiar é responsável por toda a produção de hortaliças e emprega 74,4% dos trabalhadores na área rural. Enquanto a pequena propriedade ocupa, a cada cem hectares, 15 pessoas, as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares.

Votação Sergipana
As urnas estão espalhadas em vários pontos estratégicos de Sergipe. Os locais estão identificados com faixas e cartazes sobre a Consulta Popular. Podem votar pessoas a partir de 16 anos que apresentem qualquer documento de identificação. Os menores de 16 anos também podem exercer a cidadania, mas seus votos serão contabilizados em urna e lista de presença a parte. Os analfabetos, por sua vez, podem pedir ajuda à pessoas de sua confiança. O voto é secreto, e cada pessoa só pode votar uma vez.

Confira os locais fixos de votação: FETASE (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Sergipe), Av. Simeão Sobral, nº 656, Centro; Sindicato dos Bancários de Sergipe, Av. Gonçalo Prado Rolemberg, nº 794; Legião da Boa Vontade; CUT Sergipe, Rua Porto da Folha, nº 1039; Secretaria do MST, Rua Marechal Floriano Peixoto, nº 162; Galpões do MOTU, B. Siqueira Campos, Rua Amapá, nº 205 e B. Orlando Dantas, Av. Gasoduto, nº 686. A votação também contará com urnas itinerantes no Terminal do DIA e Terminal Zona Oeste (02 e 03/09, das 11 às 19h); Terminal Centro (03/09, das 17h às 19h); Calçadão das Laranjeiras com João Pessoa (02,03 e 04/09, das 10 às 17h); Universidade Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão (02 e 03/09, das 07h às 19h); Hospital Universitário; e Comitê Pró Plínio.

Dez respostas para uma pergunta: Por que as propriedades rurais de terra no Brasil precisam ter um limite máximo de tamanho?
1- Porque a concentração de terra é a grande responsável pela miséria e fome em nosso país.
2 - Porque no Brasil se uma pessoa quiser comprar todas as terras privadas de Norte a Sul, de Leste ao Oeste, pode! Pois não existe uma lei que limite o tamanho da propriedade de terra no nosso país.
3 - Porque o latifúndio e o agronegócio, no ultimo  século, expulsaram mais de 50 milhões de pessoas do campo,  provocando o surgimento de milhares de favelas em todo o País, onde vivem mais de 80 milhões de brasileiros e brasileiras em condições desumanas. Se não houver uma Reforma Agrária decente este número vai aumentar ainda mais.
4 - Porque muitas famílias sem terra poderiam ter acesso à terra e com isso aumentaria a produção de alimentos, pois a agricultura familiar e camponesa é a responsável pela produção dos alimentos da mesa dos brasileiros.
5 - Porque são as pequenas propriedades que produzem alimentos orgânicos, livre dos agrotóxicos e é um direito das populações do campo e da cidade ter uma alimentação saudável
6 - Porque a agricultura familiar e camponesa cria muito mais empregos. Emprega 15 pessoas a cada 100 hectares, enquanto que o agronegócio emprega apenas duas.
7 - Porque o latifúndio e o agronegócio são os grandes responsáveis pela violência no campo e pela exploração do trabalho escravo.
8 - Porque banqueiros, grandes empresários e corporações internacionais são donos de grande parte dos latifúndios. Muitos nunca plantaram um pé de cebola.
9 - Porque 1% dos estabelecimentos rurais, com área de mais 1 mil hectares e ocupa 44% de todas as terras, enquanto praticamente 50% dos estabelecimentos com menos de 10 hectares, ocupam somente, 2,36% da área.
10 - Porque no século passado pelo menos 20 países estabeleceram um limite para propriedade rural, entre eles países desenvolvidos como Itália, Japão, Coréia do Sul.  Agora é a nossa vez!

Se você concorda que é preciso acabar com a concentração de terras e riqueza em nosso país. Se você está cansado de tanta desigualdade e acredita que com uma Reforma Agrária justa podemos desenvolver o Brasil não só economicamente, mas também no âmbito social, gerando renda, empregos e distribuição de renda, você pode ajudar a mudar o Brasil!

Violência em Ciudad de Juárez já fez 2.027 vítimas neste ano Imprimir PDF

A onda de violência nas cidades mexicanas que fazem fronteira com Estados Unidos está cada dia pior. Prova disso é que, até agora, mais de duas mil pessoas foram assassinadas neste ano somente em Ciudad Juárez, município pertencente ao estado de Chihuahua, região Norte do país.

As informações são da Subprocuradoria de Chihuahua, segundo revela que, até o final de agosto, 2.027 pessoas morreram de forma violenta na cidade em 2010. O mês passado, de acordo com os dados oficiais, foi o mais violento deste ano, com 327 assassinatos.

Desses, nove aconteceram somente na última terça-feira (31). Entre as vítimas, segundo indicam agências de notícias, estava um oficial da Polícia local, quem foi crivado de balas em seu veículo pessoal.

Apesar de ter sido o mês mais violento do ano em Ciudad Juárez, as estatísticas de agosto não foram muito diferentes dos meses anteriores. Em julho, por exemplo, registraram-se 291 mortes violentas, cerca de oito assassinatos por dia. No mês anterior, o número foi ainda mais próximo do de agosto: 313 homicídios em 30 dias. Nem mesmo as mulheres conseguem escapar da violência na cidade. Somente no mês passado, 40 delas foram assassinadas.

Caso a onda de violência continue no mesmo ritmo, a cifra de assassinatos neste ano superará a do ano passado, quando 2.650 pessoas foram vítimas do crime organizado. No ano de 2008, o número de assassinatos na cidade não passou de 1.600.

A maior parte dos crimes está relacionada ao conflito entre os cartéis de Juárez e de Sinaloa pelo controle do narcotráfico na região. Joaquín "Chapo" Guzmán, líder do cartel de Sinaloa, é um dos narcotraficantes mais procurados nos Estados Unidos.

Neste ano, pelo menos 7.048 pessoas já foram assassinadas no país por conta do narcotráfico e do crime organizado. As ações criminosas já deixaram um saldo de mais de 28 mil mortos desde 2006, ano em que Felipe Calderón assumiu a presidência mexicana.

Violência no México

Chihuahua não é o único estado mexicano que chama atenção da comunidade internacional pela violência. A chacina ocorrida na semana passada contra 72 migrantes indocumentados em Tamaulipas - também localizado na região fronteiriça com Estados Unidos - reforçou a necessidade de combater o crime organizado no país e de discutir a situação de migrantes indocumentados.

Fonte: Karol Assunção - Adital

Eleições 2010: 10 compromissos com a Bacia do Rio São Francisco para votar em você Imprimir PDF

A Articulação Popular São Francisco Vivo (APSFV) existe desde 2005. Sua finalidade é congregar e fortalecer movimentos populares e organizações sociais (associações, sindicatos, pastorais, ONGs) na luta em defesa das comunidades e de toda a vida dependente do grande rio e de seus afluentes. Nestes cinco anos, cerca de 320 destas entidades de toda a bacia hidrográfica têm feito parte de uma permanente mobilização social por uma revitalização do São Francisco compreendido como Terra e Água, Rio e Povo. Seja no enfrentamento de um Projeto de Transposição imposto como falsa solução para a questão hídrica do Semiárido e em completa desatenção quanto ao estado de degradação do rio, seja na luta por uma inexistente Revitalização verdadeira do complexo de vida que é o Rio São Francisco, a Articulação tem marcado o cenário político e social-ambiental brasileiro.

Esta capacidade de intervenção da APSFV vem dos setores da população que se expressam organizadamente em inúmeras iniciativas de luta e resistência: pela terra, água, matas, territórios, saneamento, comunicação, cultura, saúde e educação dos agricultores familiares, pescadores, comunidades e povos tradicionais, grupos urbanos e outros. Eles têm tentado fazer a diferença numa região mais que nunca agredida e quase exaurida, pelo avanço desenfreado dos projetos econômicos e obras de infra-estrutura, que deixam rastros de degradação ambiental, social e humana: irrigação e agrocombustíveis, mineração e siderurgia, carvoarias, eucalipto, barragens, hidrelétricas e usinas nucleares, transposição hídrica, piscicultura e turismo.

Inúmeras ações realizadas em conjunto deram visibilidade e pautaram esses problemas, pressionando por outra atitude de autoridades, empresários e sociedade: manifestos, abaixo-assinados, mutirões, encontros, seminários, atos públicos, ocupações de canteiros de obras, etc. Um Relatório-Denúncia - "Aceleração do Crescimento na Bacia do Rio São Francisco: o Traçado de Conflitos e Injustiças Sociais e Ambientais" - foi lançado pela Articulação e está disponível na internet, em: http://www.saofranciscovivo.com.br/node/291. Também propostas foram construídas - veja em: http://www.saofranciscovivo.com.br/node/592. Boa parte das conquistas populares, também na preservação ambiental, alcançadas nestes anos nas várias regiões da bacia, tem a ver com os esforços coletivos no âmbito da APSFV.

Esta trajetória nos provoca e nos autoriza a tomar atitude diante do presente momento eleitoral, quase todo esvaziado de sentido mais profundo e rebaixado a mera disputa milionária entre grupos de poder, jogo de interesses privados. Insurgindo-nos contra esse cenário, queremos torná-lo oportunidade para que nossas reivindicações e propostas sejam conhecidas e cheguem aos candidatos. Não nos bastam mais o assédio eleitoreiro, as caras e palavras bonitas, as promessas vazias que viram traições de eleitos! Chegaram ao nível da saturação não só a corrupção política e eleitoral, mas também as agressões aos ecossistemas e aos povos e comunidades a eles ligados simbioticamente, na bacia do São Francisco e em outras bacias, assim como as tramas Estado/empresas /organizações sociais que as promovem, suportam e visam legitimá-las.

ESTE DOCUMENTO VISA SUBSIDIAR AS CANDIDATURAS E PROGRAMAS DE MANDATOS EXECUTIVOS E LEGISLATIVOS, NOS ESTADOS DA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO, QUE AINDA MERECEM RESPEITO E APOIO. SERÁ ENVIADO AOS CANDIDATOS E CANDIDATAS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E A TODOS OS CANDIDATOS E CANDIDATAS AOS GOVERNOS ESTADUAIS, AO SENADO, À CÂMARA FEDERAL E ÀS ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS DOS ESTADOS DE MINAS GERAIS, BAHIA, PERNAMBUCO, ALAGOAS E SERGIPE, COM PRAZO PARA RETORNO À APSFV (ENDEREÇOS ABAIXO) ATÉ O DIA 13 DE SETEMBRO.

OS CANDIDATOS QUE O SUBSCREVEREM, COMPROMETENDO-SE COM SUAS IDEIAS E PROPOSIÇÕES, ESTARÃO ENTRE OS DIGNOS DO NOSSO VOTO. ATÉ AS ELEIÇÕES, VAMOS FAZER UM INTENSO TRABALHO JUNTO ÀS POPULAÇÕES DA BACIA, ATRAVÉS DAS ENTIDADES, MOVIMENTOS E ORGANIZAÇÕES DA APSFV E DOS DIVERSOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DISPONÍVEIS, PARA DIVULGAÇÃO DAS CANDIDATURAS QUE SOMAM CONOSCO, A FIM DE QUE RECEBAM OS VOTOS LIVRES E CONSCIENTES DO POVO. DE IGUAL MODO, VAMOS DIVULGAR OS NOMES DOS CANDIDATOS QUE NÃO RESPONDERAM OU SE NEGARAM A ESTES COMPROMISSOS, PARA QUE NÃO SEJAM VOTADOS.

PROPOSTAS - COMPROMISSOS DE CANDIDATO/A

Eu, __________________________________,
candidato/a _____________________
no Estado de _________________, no exercício do mandato, afirmo meu compromisso
com:

1. Uma Reforma Agrária que de fato acabe com o latifúndio e democratize o acesso a terra às famílias sem terra ou com terra insuficiente, para cultivar, produzir, comercializar e viver com justiça e dignidade, nas regiões que habitam e com respeito à natureza e às pessoas, acompanhada de programas de apoio e sustentação. E assim faça cumprir a função social da propriedade rural conforme a CF - Constituição Federal, art. 186 (aproveitamento racional e adequado dos recursos naturais e preservação do meio ambiente; observância da legislação trabalhista; exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores).

Em vista disto, apoio:

a) a limitação do tamanho máximo da propriedade da terra (inciso a acrescentar ao art. 186 da CF);
b) a redução dos índices de produtividade das propriedades agrícolas, que devem atestar os preceitos constitucionais do art. 186 da CF;
c) a expropriação das fazendas flagradas com práticas de trabalho escravo (PEC nº 438);

2. Uma regularização fundiária nacional que obrigue a devolução de áreas públicas ilegalmente apropriadas, a serem arrecadas e incluídas no programa de Reforma Agrária; distinga os territórios de povos e comunidades tradicionais; destine áreas a unidades de conservação.

3. Uma política específica e urgente que identifique, demarque e titule as terras e os territórios dos povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, geraiseiras, pescadores artesanais, fundos e fechos de pasto, etc.) e inclua programas de apoio ao desenvolvimento sustentado e autônomo destes povos e comunidades.

a) Em vista disto, rechaçarei quaisquer tentativas contra o Decreto n o 4887/2003 que regulariza os territórios quilombolas nos marcos da Convenção 169 da OIT - Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário com aprovação do Congresso Nacional. E combaterei todas as políticas discriminatórias que subordinam essas populações aos interesses do capital, constituindo atos de Racismo Ambiental aberrante.

4. O traçado da LMEO - Linha Média das Enchentes Ordinárias do Rio São Francisco - com exclusão das apropriações privadas irregulares, cessão de uso para comunidades ribeirinhas tradicionais sustentáveis, recomposição de matas ciliares e estabelecimento de unidades de conservação.

5. O impedimento da aquisição de terras por empresas estrangeiras, mesmo associadas a empresas brasileiras, para evitar a internacionalização do território nacional e uma neocolonização agrária.

6. A defesa e proteção do meio ambiente, de modo a permitir e promover uma convivência harmônica entre o ser humano e a natureza e a justiça ambiental pela atenção prioritária aos direitos dos mais pobres.

Para tanto:

a) não aprovo e combato as alterações do Novo Código Florestal que anistiam os latifundiários criminosos e que incentivam o desmatamento e o avanço indiscriminado do agronegócio;
b) apoio a PEC 115-150/1995, que transforma o Cerrado e a Caatinga em patrimônios naturais do Brasil.

7. Uma Moratória para o Cerrado e a Caatinga, de modo a estancar o desmatamento e as carvoarias, brecar o avanço do agronegócio, das monoculturas e da irrigação para exportação de frutas, grãos e agrocombustíveis.

8. A criação de um Marco Regulatório da Mineração, que impeça a superexploração dos bens minerais, proíba a degradação do meio ambiente e das comunidades circunvizinhas, estabeleça taxação rigorosa e exija das empresas, como condição indispensável para a exploração, a minimização dos impactos sociais e ambientais, a recuperação de áreas degradadas e o respeito aos moradores impactados.

9. A defesa da água como um Bem Universal e Direito Humano, cujo uso prioritário seja a dessedentação humana e animal e o bem ambiental, em detrimento do uso econômico empresarial.

Para tanto, não apoio:

a) a construção de grandes Barragens, PCHs (Pequenas Centrais Energéticas) em série e Usinas Nucleares, que prejudicam a saúde dos rios brasileiros e a vida dos ribeirinhos e privatizam um bem natural e público, a exemplo dos AHEs (Aproveitamentos Hidrelétricos) de Pedra Branca, Riacho Seco e Pão de Açúcar, no Rio São Francisco, e mais de duas centenas em seus afluentes e subafluentes;
b) a transposição de águas do Rio São Francisco para o Nordeste Setentrional, cujos objetivos inconfessos são grandes usos econômicos intensivos em água (irrigação, carcinicultura, indústria e hidronegócio), que não considera as debilidades do Rio nem as alternativas de abastecimento hídrico suficiente do semiárido.

Em contraposição, apoio:

a) a diversificação da matriz energética brasileira, com prioridade para fontes energéticas de origem não fóssil (biomassa, solar, eólica, hídrica), implementadas sem privilégio do agronegócio e sem agressões ao meio ambiente, às pessoas e às comunidades;
b) as propostas viáveis e suficientes para o abastecimento hídrico (Atlas Nordeste da ANA - Agência Nacional de Águas e iniciativas da ASA - Articulação do Semiárido) e o desenvolvimento sustentável da região baseado na Convivência com o Semiárido.
c) a Campanha Opará, dos povos indígenas atingidos pelas obras da transposição (ver relatório sobre impactos em http://www.apoinme.org.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=38&Itemid=100), para que sejam julgadas favoravelmente a eles as ações paradas no Supremo Tribunal Federal - Ação Popular - ACO nº 996 e Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI nº 4113/DF - que reconhecem e resgatam seus direitos territoriais desrespeitados pela imposição do projeto.

10. Um programa verdadeiro de revitalização da bacia do Rio São Francisco - TERRA, ÁGUA, RIO E POVO -, que vá além do atual programa praticamente restrito a esgotamento sanitário de algumas cidades, marcado por irregularidades e corrupções; e inclua tratamento rigoroso de efluentes, reforma agrária e reconhecimento dos territórios dos povos e comunidades tradicionais, universalização do acesso à água, à educação, saúde, cultura e lazer de qualidade ao povo sanfranciscano; de modo que se possa pleitear o tombamento pela UNESCO do Rio São Francisco como Patrimônio Mundial.

Assinatura:__________________________________________________
Nome: ___________________________________________
Local: __________________________ Data: ____________

As respostas devem ser enviadas até o dia 13 de setembro de 2010 para:

ARTICULAÇÃO POPULAR SÃO FRANCISCO VIVO
Rua General Labatut 78 - Barris - Salvador - BA - CEP 40.070-100
Tel. 71 3329-5750 - E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - Site: www.saofranciscovivo.com.br

Romaria em São Paulo intensifica atividades para o 16° Grito dos Excluídos Imprimir PDF

Mobilizações populares estão acontecendo em todo o Brasil para a 16ª edição do Grito dos Excluídos. Em São Paulo, no Sudeste do país, a situação não é diferente. Moradores da Região Episcopal Brasilândia - Arquidiocese de São Paulo e da Diocese de Santo André, se preparam para a 13ª edição da Romaria a pé para o Grito, que será realizada na próxima segunda-feira (6).

Com o tema "Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular", o objetivo dos romeiros é reivindicar a garantia de direitos dos povos desfavorecidos. O Grito dos Excluídos e Excluídas acontece sempre na semana em que é comemorada a Independência do Brasil, 7 de setembro.

"Nas nossas caminhadas, Brasilândia e Santo André caminham e sonham por: trabalho, saúde, na luta por terra, moradia, regularização e urbanização das favelas, contra a violência e morte do povo e da juventude, na preservação do meio ambiente, contra os lixões, contra os pedágios, ao acesso de estruturas de Lazer & Cultura, entre outras lutas", enfatiza a convocatória da Romaria.

A atividade inicia no Jardim Damasceno, região Brasilândia, passando por cinco Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Durante a 13ª Romaria a pé, agentes das pastorais, militantes de movimentos sociais e lideranças das CEBs, percorrerão as ruas da periferia até o centro de São Paulo, com o propósito de denunciar as injustiças sociais da região. À noite, a romaria chega à Casa de Oração do Povo, no centro da cidade, juntando-se aos moradores em situação de rua para participar da celebração religiosa.

Já na terça-feira (7), Dia da Independência do país, após participarem de uma missa na Catedral da Sé, os romeiros se unem ao 16° Grito dos Excluídos, que caminhará até o Monumento da Independência no Ipiranga. No local será realizado um ato público em defesa da vida, dos direitos dos cidadãos e, em especial, pelo Plebiscito Popular pelo limite de propriedade de terra no Brasil.

Os participantes são cristãos que já coletaram assinaturas para a campanha Ficha Limpa, e costumam se organizar para cobrar a garantia de seus direitos e a criação e execução de políticas públicas que correspondam com as demandas da periferia da cidade.

"Nós caminhamos em romaria porque sonhamos com a vida respeitada, com a terra e o pão partilhados, nossas crianças na escola, acesso digno ao trabalho, saúde, lazer... O melhor jeito de sonhar é de olhos abertos. Sonhar é visualizar hoje o que queremos que se torne uma realidade, amanhã", ressaltam.

Fonte: Tatiana Félix - Adital

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